Bonecas para adultos
23/02/2011 4 Comentários
Você sabe o que são as “real dolls”? Gostaria de ter uma? Com certeza pensaria duas vezes em dar de presente para alguém já que estas bonecas reais, além de custarem de 5 a 50 mil dólares, são comercializadas no mercado de produtos eróticos/pornográficos. O designer Matt McMullen, da empresa Abyss Creations, desenvolveu as bonecas sexuais mais realistas que você poderia ver. Só faltam andar e falar.
Atualmente, são comercializadas cerca de 400 bonecas ao ano em várias regiões do mundo, como Europa, Japão, Canadá e Estados Unidos. A aquisição das bonecas é feita somente sob encomenda, através do website da empresa, onde o cliente pode customizar a sua a partir de um menu de opções disponíveis. Lá é possível escolher desde medidas corporais até cor de cabelo, olhos e tipo de lingerie. A boneca dos seus sonhos! Lembrando que também é possível comprar bonecos do gênero masculino, transsexuais ou apenas o torso. Contudo, a Abbys Creations não desenvolve bonecas mutiladas ou com qualquer tipo de deficiência física, nem replica imagens de pessoas e não trabalha com corpos infantis.
Por meio da análise das “sex dolls” é possível considerar que estas são objetos de Design, pois fazem parte de um nicho de mercado, possuem um processo de planejamento e fabricação, possuindo nesta condição as três funções primordiais: “prática, simbólica e estética” (LÖBACH, 2007). Além disso, Coelho et. al. (2008) argumenta que cabe ao Design “dar forma a artefatos, considerando um projeto previamente elaborado com uma finalidade objetiva específica”. Para o Coelho, das atividades desempenhadas pelo Design não se deve levar em consideração apenas a produtividade do processo de fabricação, mas também o desenvolvimento projetual, que por sua vez engloba questões relacionadas ao mercado, produção, utilidade, qualidade formal e estética, fatores socioculturais, antropológicos, ecológicos,ergonômicos, tecnológicos e econômicos. E visam atender necessidade humanas, contribuindo para o bem-estar e conforto individual e/ou coletivo.
Na segunda metade do século, o obsceno ganhou um espaço mais natural e concebível dentro da sociedade dos países ocidentais. Conforme explica Leite Júnior (2006), essa mudança, fruto da revolução sexual, possibilitou a naturalização em torno da indústria de produtos eróticos, legalização da pornografia, padronização dos desejos e domesticação dos corpos. Dentro do espaço ganho por esta indústria, enquadraram-se inúmeros produtos que passaram a ser alvos da exploração econômica. Estes produtos, diz o autor, vão desde bronzeadores, objetos sexuais até filmes pornográficos.
Indo além dos aspectos mercadológicos e de produção, estas bonecas nos possibilitam uma série de questionamentos no âmbito do Imaginário, uma vez que elas tentam reproduzir a natureza humana em sua forma mais (im)perfeita e procuram projetar uma série de sentimentos que estes objetos permitem na relação humana. Desde muito tempo o homem tenta reproduzir sua forma em objetos artificias, seja por filmes, desenhos, estátuas, máquinas ou bonecas. Este comportamento pode ser observado ao longo da história e pode traduzir diversos tipos de objetivos.
O tema abordado neste texto faz parte do conteúdo desenvolvido em minha pesquisa de mestrado. Assim sendo, gostaria de trocar informações, de caráter científico, acerca de assuntos co-relacionados ao mercado de produtos eróticos, bem como assuntos pertinentes com a projeção das “real dolls” enquanto objetos de design.
Para quem quiser saber mais sobre as “real dolls”, o vídeo abaixo, do site California is a Place, exibe um pequeno documentário sobre as bonecas:
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Referências e Sugestões de Leitura:
- http://californiaisaplace.com/cali/#honeypie
- CARDOSO, Rafael. Uma introdução à história do design. São Paulo: Ed. Edgard Blücher, 2005.
- COELHO, Luiz Antonio L. Conceitos-chave em design. Rio de Janeiro: Ed. Novas Idéias, 2008.
- LEITE JÚNIOR, Jorge. Das maravilhas e prodígios sexuais. São Paulo: Ed. Annablume, 2006.
- LÖBACH, Bernd. Design industrial: Bases para a configuração dos produtos industriais. São Paulo: Ed Blücher, 2006.
- FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade: A vontade de saber. São Paulo: Graal, 2009.
- HUNT, Lyn Avery. A Invenção da pornografia. São Paulo: Ed Hedra, 1999.
- JACOBI, Tom. Sex Design. Nebraska: Ed. Collins, 2006.
- WEITZER, Ronald (ed). Sex for sale: Prostitution, pornography and the sex industry. New York/London: Ed. Routledge, 2000.







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A solução para todos os problemas, tanto para o homen, quenta que para a mulher….
Acredito que todos buscamos uma forma de aplacar a solidão, em tempos de democratização da infidelidade conjugal, muitos não acreditam mais na “família do comercial”. Paliativo ou não, sentir prazer com uma mulher, saindo na mão ou mais sofisticadamente com uma destas acima mencionadas, atingindo o orgasmos é o que importa (resumindo, satisfação pessoal).
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