A morte do design – parte II

No meu último post, eu anunciei a morte do design, mas não sei se a relação do que falei com esse velório ficou clara. E, de fato, não deveria ter ficado, porque aquilo foi só a sucessão caótica de eventos que nos trouxe até aqui, à trágica morte do design.

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A morte do design – Parte I

Ainda no primeiro período, em História do Design, eu lembro do meu professor pôr a questão do que é design. Em suas divagações e questionamentos, ele chegou a perguntar-nos se Madonna não seria um artefato de design; ela é projetada para se comportar de determinadas maneiras, para cantar e se vestir com intuitos específicos e manobrar pelo mercado de forma planejada. Durante um tempo, aquilo foi uma piada interna, e das boas. Mas agora, passados quatro anos: e aí, Madonna é um artefato de design?

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O aftermath da tabela

”No reino do kitsch totalitário, as respostas são dadas de antemão
e excluem qualquer pergunta nova. Daí decorre que
o verdadeiro
adversário do kitsch totalitário é o homem que interroga. A pergunta é como
a faca que rasga a cortina do cenário para que se possa ver o que está atrás.”

Milan Kundera, em A insustentável leveza do ser

Se você faz parte do campo “criativo” do “mercado”, com certeza você acompanhou a polêmica da tabela de preços semana passada – ou foi retrasada?. Depois da mariola da peteca, gostaria de tentar fazer alguma contribuição na transcendentalização da tabela para tentar discutir sobre algo mais produtivo. Claro que outras críticas já foram empreendidas por pessoas muito, muito, muito, mas muito mais competentes do que eu. Mas vou tentar acrescentar alguma coisa.

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Breves considerações sobre a subversão

Do mesmo modo que outras 59.999 pessoas, eu fui ao Lollapalooza. Não que isso seja particularmente relevante Pearl Jam é foda, mas ali ocorreu algo que me inspirou esse post.

Antes do show de Pearl Jam, havia um grupo de playboys causando tumulto e semeando o caos bem perto de onde eu gostaria de assistir o show – e sair vivo – com minha namorada e um amigo. Eles, os playboys, apesar de estarem em pé há mais de 5 horas – eu suponho, porque eu estava –, estavam elétricos, graças, claro, às balinhas e à maconha que tomavam e fumavam, respectivamente, como se não houvesse amanhã. E se você parar pra pensar…

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A estética humeana no design

ou O dia em que eu me espantei ainda mais por designers não estudarem filosofia

Eu preciso, antes de mais nada, confessar uma coisa: sou um analfabeto filosófico. Eu nunca li Kant, Platão, muito menos Wittgenstein. E venho neste blog, participar como colaborador. Se eu nunca mais postar aqui, saibam que fui demitido.

Apesar disso, eu prezo pelas minhas inquietações: vivo sempre naquele limite hipócrita do “eu não sei, mas gostaria de saber quando tiver tempo”. E, surpreendentemente, às vezes o tempo chega. Esses dias, estive ouvindo algumas aulas de Oxford sobre Estética e Filosofia da arte que me têm sido bastante esclarecedoras. Desde a primeira aula – sobre Platão –, constatei o óbvio: o Design tem muito o que aprender com a Estética.

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O Designer enquanto autor

O texto a seguir é uma tradução livre que fiz de um ensaio de Michael Rock para a revista Eye, cuja versão original também pode ser lida online. Acredito que a discussão que esse ensaio traz é bastante frutífera e ele apresenta alguns modelos de autoria que foram usados em outras áreas e como eles poderiam ser utilizados no design. Não vou fazer pontuações em relação ao texto aqui no post, mas nos comentários, para que não fique mais extenso.

Essa tradução foi realizada porque me deu algumas bases para essa discussão no meu projeto de graduação. E, como tal, também foi distribuída em formato de fanzine na UFPE. Se alguém tiver interesse nesse formato – que foi feito para tornar a leitura um pouco mais leve – só entrar em contato, eu passo o arquivo pronto para impressão ou como e-zine mesmo. 

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O que realmente significa chamar o designer gráfico de autor? Ler mais deste artigo

A Simbiose Morena-Chocalho

ou Porque Nostradamus seria um ótimo designer

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Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela?
Morena de Angola, Chico Buarque

De um modo geral, nós, designers, quando projetamos, devemos prever todos os possíveis usos do artefato, para que possamos proteger o usuário das possíveis idiotices que ele pode fazer com aquilo. Entretanto, isso me parece impossível. Aliás, claro que é impossível. Ler mais deste artigo

Real, existente e ficcional

Você está em casa, com seus pais, vendo frivolidades na internet, e aí chega sua mãe, com uma foto em mãos. É um bebê. “Olhe, meu filho, como você era!” Você não lembra dessa foto, porque era muito novo; você sequer se reconhece. Então, é mesmo você? Qual a relação entre aquela imagem bidimensional do bebê e você, respirando nesse exato momento?

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Pink Floyd, espaço-tempo e colaboração

Tenho escutado muito Pink Floyd esses dias.

“I’m not sure. I’m exceedingly ignorant—”

The young man laughed and bowed. “I am honored!” he said. “I’ve lived here three years, but haven’t yet acquired enough ignorance to be worth mentioning.” He was highly amused, but his manner was gentle, and I managed to recollect enough scraps of Handdara lore to realize that I had been boasting, very much as if I’d come up to him and said, “I’m exceedingly handsome…”

“I meant, I don’t know anything about the Foretellers—”

“Enviable!” said the young Indweller. (…)

- Ursula LeGuin, The Left Hand of Darkness

Por esses dias, li o post de Eduardo Camillo e pensei que nós não construímos conhecimento como deveríamos por aqui. Leia mais…»

Síndrome criativa de Estocolmo

Gostaria de deixar claro de antemão que esse texto é a realização da tentativa de desmistificar a atividade criativa contemporânea.

Em minha vivência profissional e acadêmica, sou cercado de “criativos”¹, sejam eles do design ou da publicidade. Não poderia deixar de ser, afinal, sou designer de formação que trabalha em agência. Entre eles, muito me impressionam por conseguirem criar efetivamente sem muita dificuldade; bem ao contrário de mim, que preciso de muita pesquisa, de uma reformação de um repertório visual muito mais demorado antes de conseguir entrar na primeira etapa do processo criativo. O que me impressiona – e isso, aparentemente, acontece mais na publicidade – é que a maioria das pessoas busca criar coisas muito originais. Mas o que é original?

Antes de tentar responder essa pergunta, temos que dar alguns passos para trás. Ler mais deste artigo

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