Não somos aqueles por quem estávamos esperando
14/05/2012 6 Comentários
Muito se tem discutido, pelo menos no contexto específico dos estudantes de design de Curitiba, sobre engajamento ativo, representatividade, manifestos e mobilizações entre designers. É como se a tão aguardada regulamentação do design enaltecesse um senso de responsabilidade social como estratégia de valorização de nossa profissão. Segue-se o famoso lema de Gandhi “seja você a mudança que deseja ver no mundo”, que é muito próximo ao antigo ditado hopi [1] de que “nós somos aqueles por quem estávamos esperando”.
Minha reação permanece a mesma: não tenho nada com isso [2]. Ainda assim algumas pessoas insistem em “discutir” (eufemismo para negociação doutrinária) sobre o papel de minhas filosofices de design, como se devesse existir alguma finalidade ética ou política no que eu faço (ou deveria fazer) que possa contribuir de modo concreto para a sociedade. Geralmente minha resposta é “desculpe, mas não sou quem você esperava”. Leia mais…»
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Fetichismo, totemismo e idolatria podem ser vistos como formas de relação entre humanos e imagens ou coisas. Por exemplo, se um sujeito estabelece com sapatos femininos uma relação erótica, digo que é tal sujeito é um fetichista e, o sapato, um fetiche. Se outro adora uma escultura como a um Deus, digo que é idólatra e, a escultura, um ídolo. Se outro ainda encara o símbolo de um time de futebol como algo que pauta sua identidade, dizemos que estabelece com tal time um relação totêmica (em relação ao totemismo, é preciso reconhecer que ele participa menos que os outros do vocabulário cotidiano).
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