A necessidade de mitos e heróis para o design enquanto cultura
20/03/2011 1 Comentário

Olá, em minha estréia tardia aqui no blog de antemão peço desculpas, pela falta de coerência, linearidade e muitas vezes sentido, mas estas idéias me atordoavam e precisavam ser jogadas ao ar, e venho aqui jogá-las em forma de ensaio, para aprimorá-las e lapidá-las.
Enquanto designer, duas questões sempre foram muito difíceis de responder, logo mesmo nos primeiros anos de faculdade quando me perguntavam, o que é design? E em seguida, quem é que são os mitos, ícones ou ídolos da sua profissão no Brasil, ou mesmo no mundo? Confesso que hoje, mesmo quase três anos de profissional trabalhando na área como bacharel em design, ainda tenho dificuldade de delinear uma resposta coesa bem definida e direta, que não seja recheada “ééés, ou “ahmms”. Muito se deve a indefinição da profissão, que está longe de ser objetiva e clara, devido a muitos fatores tratados de maneira muito nobre no estudo da filosofia do design, que temos levado em nosso grupo de estudo, e mais a sério pelo nosso estimado colega Beccari, mais o que irei focar aqui neste ensaio, é uma crença pessoal de que isso se deve a falta de uma cultura de design na própria profissão, creio eu que talvez antes de uma própria filosofia do design, se essa existe, há a falta de uma atmosfera de design uma cultura, recheada de símbolos, ícones e outros elementos que se definem em sua complexidade para cada um que se diga designer. Bom, como manda o figurino, traçaremos algumas definições aqui. Leia mais…»
Foram quatro anos estudando design gráfico na UFPel (Universidade Federal de Pelotas, RS), no Instituto de Artes e Design. Na verdade, me graduei em Artes visuais com habilitação em design gráfico, um curso que não existe mais e está formando sua última turma. Hoje a UFPel conta com dois bacharelados em design: gráfico e digital.
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Um dos maiores pesadelos dos estudantes de Design é a tal da metodologia científica, cobrada nos trabalhos de graduação e, dependendo da instituição, até em simples exercícios projetuais. Embora eu entenda que a academia tenha certas exigências e linguagens, confesso que os melhores trabalhos que eu fiz na faculdade foram aqueles que a metodologia científica não era solicitada, sendo assim mais livres com relação ao formato de entrega. Hoje eu compreendo o porquê da metodologia científica ser exigida, mas ainda acredito que o aprendizado de Design não tem nada a ganhar com essa exigência.
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