O aftermath da tabela
01/05/2013 2 Comentários
”No reino do kitsch totalitário, as respostas são dadas de antemão
e excluem qualquer pergunta nova. Daí decorre que o verdadeiro
adversário do kitsch totalitário é o homem que interroga. A pergunta é como
a faca que rasga a cortina do cenário para que se possa ver o que está atrás.”
Milan Kundera, em A insustentável leveza do ser
Se você faz parte do campo “criativo” do “mercado”, com certeza você acompanhou a polêmica da tabela de preços semana passada – ou foi retrasada?. Depois da mariola da peteca, gostaria de tentar fazer alguma contribuição na transcendentalização da tabela para tentar discutir sobre algo mais produtivo. Claro que outras críticas já foram empreendidas por pessoas muito, muito, muito, mas muito mais competentes do que eu. Mas vou tentar acrescentar alguma coisa.

* texto originalmente publicado na 
Debate FdD é uma série de “posts coletivos” (em paralelo ao debates homônimos lançados em nosso
Designers de moda deviam fazer uma passeata anti-Marcha-das-Vadias. Segundo a lógica da Marcha, algo que se veste não pode afetar o desejo. E, se for assim, criar roupas é uma ocupação medíocre.
Quando aparentamos estar minimamente felizes ou infelizes em nossas timelines, o julgamento moral mais fácil é o de que estamos sofrendo cronicamente de falta de atenção. Claro que tal impressão pressupõe que existe uma forma mais nobre de satisfação emocional que não deveria ser exibida publica-mente. Ou ainda, na versão marxista: estamos consumindo um modelo de felicidade intercambiável e genérico que, enquanto mercadoria despojada de valor de uso, é alienante e não produz satisfação verdadeira.
Passei os últimos meses (e ainda continuo) em verdadeira maratona intelectual, tentando dar forma a minha pesquisa de doutorado sobre diferentes modos de enxergar as possibilidades e motivações para controle dos próprios desejos. Aproveitando o sucesso estrondoso da Saga Crepúsculo, começo tal pesquisa com uma leitura da saga.






