A preponderância de uma quase-ausência
23/04/2012 1 Comentário
[Faz dois anos que um amigo meu se suicidou. Lendo um conto de Assionara Souza, flagrei-me vestindo uma camiseta que pertencia a ele. As citações que se intercalam com o texto abaixo reconstroem o conto que eu lia, publicado no livro “Os hábitos e os monges”, Kafka Edições, 2011, p. 92-93.
Dedico esta crônica àquele que esqueceu a camiseta comigo e que continua a me assombrar com certas perguntas disfarçadas de respostas.]
“As coisas faltam aos dias, às ruas, às mesas. A ausência das coisas trafega entre as pessoas sem que estas a percebam. As coisas faltam.”
Sabe aquela pessoa que você nunca viu na vida, mas que te dá a sensação de que você a conhece faz tempo? Então, agora suponha que, ao invés de uma pessoa, é um objeto. E que esse objeto apareceu na frente de sua casa quando a chuva parou, perguntando se você sabia que ele sempre esteve ali.
Você nunca soube. Sentia falta e não sabia. Leia mais…»


Em agosto do ano passado, eu e Ivan Mizanzuk (
Acredito que uma das mais interessantes e recorrentes conexões entre filosofia e design acontece através da subversão. Subverter nunca é um ato imediato e radical; ao contrário, é quando entendemos muito bem os mecanismos e lacunas de um contexto a ponto de intervir sobre ele sem que ninguém perceba diretamente.
Já faz um tempo que acompanho o
Este texto foi originalmente publicado no blog
Em todas as culturas, a medida cronológica de “ano” corresponde a um mesmo ciclo solar (ou melhor, da Terra ao redor do Sol).