O crítico de arte Reinaldo Azevedo: uma tentativa de entender seus comentários sobre Oscar Niemeyer

Sobre o assunto Niemeyer, postaram-se dúzias de comentários, elogios e críticas nas redes sociais. A crítica mais divulgada e comentada, sem dúvida alguma, foi a de Reinaldo Azevedo. Parei apenas hoje para ler os textos do comentarista sobre o assunto, e, ao que me parece, talvez seja interessante olhar mais profundamente o que este afirma, tentar entender seu ponto e, só depois, fazer algum julgamento sobre. Os textos em questão são esses, e vou tentar me esforçar para entender o que Reinaldo escreve.

Texto 1 - Morre Oscar Niemeyer, metade gênio e metade idiota – link
Texto 2 - Niemeyer e os zurros dos 100% idiotas – link
Texto 3 - Niemeyer, a obra e o pensamento. Ou ainda: Por que ser “poeta da curva” é superior a ser “poeta da linha reta”? – link -  Leia mais…»

Os sonhos [imagem e psicanálise : parte II]

Os sonhos são fenômenos realmente intrigantes.  Eis que, durante o sono, diversas imagens aparecem para nossa consciência. Imagens estas que podem se ligar em um todo coerente de maneira muito semelhante com o que ocorre em nossa vida desperta ou que podem aparecer em construções completamente incoerentes, que nos deixam bastante perplexos.

É difícil saber como começar a pensar sobre os sonhos. O sonho requer uma explicação do tipo “por que será que sonhamos”? Ou isso seria o mesmo que perguntar “por que será que percebemos coisas quando acordados (vemos, escutamos etc.)”? De todo modo, podemos ao menos perguntar: por que será que sonhamos aquilo que sonhamos? Qual a diferença entre nossa percepção no sonho e na vida desperta? Os sonhos possuem significados? Ou melhor, os sonhos podem ser interpretados?

Em A interpretação dos sonhos — normalmente considerada não apenas a primeira obra propriamente psicanalítica como também a magnum opus freudiana –, Freud aborda diversas das questões acima, focando nas últimas. A resposta de Freud é que sim, os sonhos possuem significados, embora tais significados não sejam aqueles que interpretações mágicas dizem revelar. Não se trata de uma espécie de premonição cifrada como no famoso sonho bíblico do Faraó interpretado por José, no qual sete vacas magras devoram sete vacas gordas [1], mas, como veremos, de um peculiar discurso do inconsciente. Antes de explicarmos melhor essa noção freudiana, entretanto, será importante refletirmos sobre as questões levantas acima. Vejamos: Leia mais…»

Simplificando: tudo que existe, existe.

Sugestão para monografia de graduação em filosofia: provar que o personagem Capitão Caverna, do Hanna Barbera, foi baseado no Mito da Caverna de Platão.

A ideia de que existe algo chamado trabalho aconteceu de repente porque o homem (isso a muito tempo atrás, antes da implementação do ato de “bater o ponto”) percebeu que seu tempo era dividido em, basicamente, duas coisas: realizar tarefas cujo objetivo eram garantir a sua sobrevivência, e realizar tarefas sem nenhum objetivo aparente, apenas para relaxar, se divertir ou extravasar seus instintos sexuais. Foi dado portanto o nome de “trabalho” para as coisas que o homem faz que o ajudam a sobreviver. As coisas que não o ajudam a sobreviver recebem vários outros nomes.

A concepção de que existe um tempo para trabalhar e um tempo para fazer coisas que não necessariamente auxiliam na sobrevivência durante a semana é bastante atual, se pensarmos bem. Retrocedendo a fita cassete da história do homem antropológico, podemos acabar deparando nossas pessoas com o simpático Gronk, o homem-das cavernas, que trabalhava em uma jornada desumana mais de vinte horas por dia sem descanso todos os dias. Ele inclusive acordava no meio da noite para trabalhar um pouquinho. Esse trabalho noturno consistia em ficar dando umas voltinhas ao redor da cama carregando uma lança ou algum outro objeto pontiagudo para atravessar o pescoço de algum animal selvagem que se atrevesse a tentar utilizar a cabeça de Gronk ou de algum de seus amigos como fonte de nutrientes. Ler mais deste artigo

Notícia quente: em busca de “identidade própria”, população Curitibana mistura açúcar e adocante na mesma xícara de café

Tá tudo bem agora

Ato 1: O bom, o mau, o feio. O que eu sou, o que eu quero ser, o que eu acabo sendo.

Quando Douglas Adams criou, dentro da própria cabeça, o livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”(1), em 1978, ele imaginou que estariam impressas, na contracapa do próprio guia, as palavras “Don’t Panic”. A genialidade por trás dessa idéia é simplesmente o fato de que, não importa a situação e a menos que você seja o Incrível Hulk, entrar em pânico nunca é algo bom. Se conseguir uma carona pra sair de algum planetinha ao redor de Alfa Canis Majoris já deve ser muito difícil, tentar realizar tal tarefa estando em pânico causa um stress que deve diminuir a expectativa de vida de qualquer pessoa em, no mínimo, uns 30 anos. Por isso que, quando você pega o Guia do Mochileiro das Galáxias na mão, ele fala delicadamente: “velho, relaxa”. Ler mais deste artigo

a casa de chá zen

senhoritas na frente da casa do cháVárias teorias do design exigem um tipo de certeza do processo de projeto, justamente ao tentar destilar o melhor desse processo. E mesmo que isso não seja exatamente ruim, corre o risco de confundir o processo aberto dos artefatos por uma realidade fechada. Projetar é mais como cozinhar do que como engenharia de alimentos: Você nunca tem certeza do sabor que vai ter no final.

A casa de chá zen tem uma porta baixa, para que apenas os humildes possam entrar, curvando-se. A porta baixa produz humildade. Malditos americanos!

Mas, sério, menos. O maior canalha também pode se curvar, e aproveitar pra cometer alguma atrocidade lá embaixo. Ler mais deste artigo

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