Não somos aqueles por quem estávamos esperando

Muito se tem discutido, pelo menos no contexto específico dos estudantes de design de Curitiba, sobre engajamento ativo, representatividade, manifestos e mobilizações entre designers. É como se a tão aguardada regulamentação do design enaltecesse um senso de responsabilidade social como estratégia de valorização de nossa profissão. Segue-se o famoso lema de Gandhi “seja você a mudança que deseja ver no mundo”, que é muito próximo ao antigo ditado hopi [1] de que “nós somos aqueles por quem estávamos esperando”.

Minha reação permanece a mesma: não tenho nada com isso [2]. Ainda assim algumas pessoas insistem em “discutir” (eufemismo para negociação doutrinária) sobre o papel de minhas filosofices de design, como se devesse existir alguma finalidade ética ou política no que eu faço (ou deveria fazer) que possa contribuir de modo concreto para a sociedade. Geralmente minha resposta é “desculpe, mas não sou quem você esperava”. Leia mais…»

Por que não a Anarquia?

[nota: este ensaio não tem nada a ver com Design. Ao menos, não diretamente. Trata-se de minha postura política pessoal, cujo conteúdo é de minha total responsabilidade. Se isso te incomoda, não prossiga a leitura. Finja que você não viu este post.]

Quando se fala em anarquismo, muitos pensam em um jovem rebelde que odeia o capitalismo e adora enfrentar a autoridade com pedras e bombas. Logo, é comum rechaçar o anarquismo como algo utópico e sem fundamento, como uma nostalgia adolescente impraticável na vida adulta. Particularmente, não me considero anarquista (procuro ser apolítico sempre que possível), mas sou simpatizante da filosofia anarquista. Tentarei, pois, esclarecer o meu ponto de vista e mostrar que desprezar a Anarquia, sem saber o que isso significa, é pura ignorância. Leia mais…»

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