Estática Estética: Forma sem Função

Uma tendência do Design paralela às Artes Visuais, nos últimos anos, é a esteticização. O termo, amplo e ambivalente, sempre esteve presente nas escolas históricas, agudizando-se a partir de 70 e 80. Claro que a Estética, convertida em disciplina filosófica no século XVIII, foi aparentemente o mote propulsor do surgimento do Design. Mas por fim a estética (desvinculada de sentido filosófico) tornou-se, para o Design, sua própria glosa.

Já explico. Antes, melhor dizer que, assim como nas Artes Visuais, a origem dessa esteticização, conforme a acepção que lhe damos, está intimamente associada aos movimentos recentes da economia (pós-70), hoje conhecidos como financeirização, flexibilização, ou globalização do capital. Um tanto distinto da ordem tipicamente moderna do sistema produtivo pautado na produção e extração de mais-valia industrial, o capitalismo contemporâneo (vide Neil Smith) privilegia o setor de serviços, caracteristicamente dinâmico, flexível e especulativo. Mediante esta nova ordem decoisas, o Design e as Artes Visuais modificaram suas feições, alteraram seu modus operandi, e submeteram-se em grande medida também ao tempo dinâmico da especulação. Leia mais…»

Filosofia do Design, parte VIII – Magia, Arte e Política de Walter Benjamin

* texto originalmente publicado no Design Simples e na revista Panfleto II - Revista do Núcleo de Arte, Cultura e Propaganda do Partido Socialismo e Liberdade, Curitiba/PR, v. 2, 2010, p. 23 – 24.

Dia 27 de setembro (segunda-feira passada) completaram-se 70 anos da morte de Walter Benjamin (1892-1940). Embora os teóricos de Frankfurt não me apeteçam muito (foram-se meus tempos de crítica pessimista), não há como ignorar a importância histórica de tal movimento, sobretudo do filósofo Benjamin, meu frankfurter predileto. Para contextualizar, a chamada Escola de Frankfurt foi uma doutrina de renovação do marxismo que contava, em meados da década de 1920, principalmente com os teóricos Theodor Adorno e Max Horkheimer. No livro Dialética do Esclarecimento (1944), Adorno e Horkheimer definem esclarecimento como sendo o “esforço intelectual que a humanidade realizou para se elevar da pura animalidade” (ADORNO et. al., 1997, p. 35), podendo ser um instrumento da liberdade e, ao mesmo tempo, de regresso à barbárie caso não consigamos dominá-lo. Leia mais…»

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