Design pelo I Ching [2]
13/04/2012 Deixe o seu comentário

Pela possibilidade de interesse por parte do Design ocidental, desdobro a resposta da pergunta que Jung (apud WILHELM, 2011) fez ao I Ching, personificando-o, sobre sua situação ao atravessar a nossa cultura. Vale colocar que essa atitude de Jung defende um diálogo viável com o Livro, uma vez que o I Ching é considerado uma sabedoria viva. Com isso, Jung sublinha que o leitor tem a possibilidade de observar tanto a “expressão suprema da autoridade espiritual” quanto um “enigma filosófico”.
Utilizando o método de moedas, Jung obteve como resposta o hexagrama 50 do Livro, referente ao texto Ting, O Caldeirão. Ele esclarece que, levando em consideração a formulação da pergunta, deve-se entender o I Ching como sujeito da própria resposta, ou seja, nesse caso, o I Ching se autodireciona como sendo ele mesmo “o caldeirão”. De acordo com essa interpretação, a linha de pensamento parte do caldeirão como um “recipiente de ritual contendo comida preparada”, num sentido espiritual: “alimento espiritual”.

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