Narcisismo ou o talento de rir por não haver talento algum
01/03/2013 1 Comentário
Quando aparentamos estar minimamente felizes ou infelizes em nossas timelines, o julgamento moral mais fácil é o de que estamos sofrendo cronicamente de falta de atenção. Claro que tal impressão pressupõe que existe uma forma mais nobre de satisfação emocional que não deveria ser exibida publica-mente. Ou ainda, na versão marxista: estamos consumindo um modelo de felicidade intercambiável e genérico que, enquanto mercadoria despojada de valor de uso, é alienante e não produz satisfação verdadeira.
Seja como for, mais legal seria questionar: a falta de atenção em si não pode ser motivo de satisfação? E mesmo que certas condutas emocionais possam funcionar como um tipo de estratégia predatória, isso seria suficiente para depreciarmos moralmente a ambição de parecer feliz? Não quero falar, pois, do que é ou deixa de ser felicidade, mas das nuances de uma possível celebração do eu narcisista na contemporaneidade. Interessa-nos, enquanto designers, compreender brevemente de que modo nossa vida emocional tem se transformado em conduta social por meio de objetos, imagens e rituais da atualidade. Leia mais…»
* texto originalmente publicado na 





