A morte do design – parte II

No meu último post, eu anunciei a morte do design, mas não sei se a relação do que falei com esse velório ficou clara. E, de fato, não deveria ter ficado, porque aquilo foi só a sucessão caótica de eventos que nos trouxe até aqui, à trágica morte do design.

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produtificação

Recentemente uma crônica (em inglês) perguntava se a Lego™ tinha vendido a alma para o demo. Curiosamente o mesmo exemplo que eu tinha usado alguns meses antes num debate no RLab. Basicamente a ideia é que os kits da Lego vem se tornando mais elaborados e complexos (despertando certamente em mim aquele célebre WANT) mas que ao mesmo tempo parece que também se tornam menos criativos.

Vamos explorar aqui a hipótese de que se trata de um fenômeno de produtificação: Para transformar uma coisa (genérica) em um produto é preciso “fechar” essa coisa.

O exemplo do Lego é interessante, já que trata de um brinquedo. Quando criança, influenciado por Star Wars, eu fiz uma nave espacial com as peças do kit “Casa” do Lego. Em retrospectiva, agora acho que era uma nave com um “quê” de casa, bem quadrada, sem cara de máquina. Mas era uma nave. Leia mais…»

Filosofia do Design, parte LXXII – Design Thinking

Design Thinking está tão na moda que já não é nenhuma novidade. Na década de 1980, alguns autores como Bruce Archer, Bryan Lawson e Peter Rowe propuseram uma “maneira designer” de pensar e de comunicar como alternativa a métodos científicos e acadêmicos, mas que poderia ser tão poderosa quanto quando aplicada aos seus próprios problemas.

Moral da história: a visão de que o designer é capaz de liderar uma empresa voltada à inovação, tipo IDEO, com uma pitada do discurso de Tim Brown (TED) ou de Steve Jobs (em Stanford).

A pergunta que deve ser feita hoje não é mais “como pensam os designers?”, mas o contrário: como o design tem sido pensado? O que as pessoas em geral, depois de 30 anos de design thinking, pensam sobre design? Será que o designer finalmente conquistou a insígnia do profissional plenamente capacitado a enfrentar jogos de poder, estratégias econômicas ou mesmo seus próprios clientes? Leia mais…»

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