Você é original? Então também é possessivo

Fonte: http://www.focusonlinecommunities.comMurray (2011) fala que o conceito de originalidade tem suas raízes na idéia de posse. Isso porque com a instauração do livre comércio, lá no final do Renascimento os fabricantes, comerciantes, distribuidores, autores viram a necessidade de diferenciar seus produtos, aumentar a competitividade e no fim das contas vender mais. Inventaram então a originalidade, ou seja camuflaram o processo criativo para que não se soubesse a real origem da idéia, e instauraram uma série de proteções amparadas pela lei, criminalizando então a copia. Leia mais…»

O Design das Palavras

Penso constantemente nas palavras, não no que elas querem dizer ou dizem, mas no que, de fato, são. Nelas enquanto projetos, estruturas, histórias. Algumas vezes, eu penso em escrever um texto bonito, que diga as coisas de um jeito minucioso, longínquo, sereno. Então lembro que para o texto não tender à náusea, devo atribuir-lhe alguma rispidez, algo propriamente pontiagudo, agressivo. Eis que me deparo com as palavras que formariam essa maciez e essa rigidez, às vezes se alternando, outras vezes se completando. Aí as palavras me conquistam e esqueço o tal assunto bonito-ríspido. Penso na primeira palavra e já vem de súbito a segunda e a terceira. Como se a maciez que eu quisesse colocar no texto estivesse na palavra “maçã” e a rispidez na palavra “criar”. E uma loucura na palavra “explica” ou “ceroula”. E raiva na palavra “rápido” ou “ventilador”. Algo como: “Vou criar nesta maçã e te explico rápido como vestir uma ceroula na frente do ventilador”. Pouco me importa o que esse texto queira dizer, mas sim que ele é, ao mesmo tempo, macio, ríspido, louco e agressivo. Como alguém ou alguma coisa qualquer.

O Design possui uma questão que me deixa confortável quanto ao que as coisas são, é que elas são feitas para as palavras. A gente pode até pressupor o que as palavras irão dizer, mas ser, só as palavras existindo mesmo. Não que isso seja característica exclusiva do Design, mas sendo o Design uma área de criação, de projeção, de construção, ela expande as possibilidades de uso dessa pressuposição que podemos injetar nos produtos, sejam eles de qualquer natureza. Leia mais…»

A estética: considerações filosóficas na direção de um design inútil

Poucos termos são, ao mesmo tempo, tão usados e tão cercados de nebulosidade quanto “estética”. Atualmente, “estética” aparece com os mais diversos significados. Alguns dos mais comuns são aqueles que dizem respeito exclusivamente à arte ou, quando usado de maneira mais específica, o de “filosofia da arte”. Um “fenômeno estético” seria o mesmo que um “fenômeno artístico”.

A mescla entre “arte” e “estética”, aparente nas acepções do termo expostas acima, possui, sem dúvida, influências hegelianas. Em seus Cursos de Estética, assim como na Estética, Hegel defende que o “belo artístico” – por ser produção do espírito para o espírito – é infinitamente superior ao “belo natural” e que a estética, enquanto disciplina filosófica, deveria estudar somente questões referentes ao primeiro.

Com tal proposta, Hegel afasta-se de Kant e transforma o significado do termo que estamos estudando. Em sua acepção inicial, “estética” se aproxima mais de sua raiz grega aisthesis, que significa algo como “sensação”. O termo foi utilizado primeiramente pelo filósofo alemão Baumgartem, mas ganhou destaque decisivo com Kant. Leia mais…»

Considerações gerais sobre filosofia do design

Em meu primeiro post neste blog, quero fazer uma delineação geral dos problemas que acredito enquadrarem-se no âmbito de uma filosofia do design. Trata-se, sobretudo, de pensar o design de um ponto de vista humanístico – ou seja, colocando o humano em sua complexidade subjetiva como ponto principal de referência. E pensá-lo em dois planos nem sempre possíveis de serem separados. 1. No plano da produção: Quais as fontes da criatividade? Quais as motivações para a realização da atividade do design? Quais os deveres morais do designer? Etc. 2. No plano da recepção: quais as relações que pessoas estabelecem com imagens e objetos pensados em suas formas? Qual é o impacto sociocultural do design? Etc.

Será importante, logo de início, definir o que é design. De uma maneira ampla, eu diria que o design é a atividade que trabalha a forma das coisas, e também a forma resultante de tal atividade. Definição que desperta questionamentos: como se trabalha a forma das coisas no design? Com que objetivo? Quais formas resultam de tal atividade?

Para começar a responder a essas perguntas, será interessante observar que o design possui sempre três dimensões – quando uma delas está ausente, dificilmente se pode continuar falando em design. A primeira dimensão do design é evidentemente aquela da forma, a partir da qual o definimos. Mas a forma pela forma, a forma como um fim em si mesma – ou seja, o esteticismo – está muito mais na esfera da arte do que na do design. Com efeito, para se falar em design, seria preciso que estivessem presentes também suas outras duas dimensões: a dimensão funcional (ou de utilidade material) e a dimensão simbólica. Leia mais…»

Bonecas para adultos

Fotografia por California is a placeVocê sabe o que são as “real dolls”? Gostaria de ter uma? Com certeza pensaria duas vezes em dar de presente para alguém já que estas bonecas reais, além de custarem de 5 a 50 mil dólares, são comercializadas no mercado de produtos eróticos/pornográficos. O designer Matt McMullen, da empresa Abyss Creations, desenvolveu as bonecas sexuais mais realistas que você poderia ver. Só faltam andar e falar.

Atualmente, são comercializadas cerca de 400 bonecas ao ano em várias regiões do mundo, como Europa, Japão, Canadá e Estados Unidos. A aquisição das bonecas é feita somente sob encomenda, através do website da empresa, onde o cliente pode customizar a sua a partir de um menu de opções disponíveis. Lá é possível escolher desde medidas corporais até cor de cabelo, olhos e tipo de lingerie. A boneca dos seus sonhos! Lembrando que também é possível comprar bonecos do gênero masculino, transsexuais ou apenas o torso. Contudo, a Abbys Creations não desenvolve bonecas mutiladas ou com qualquer tipo de deficiência física, nem replica imagens de pessoas e não trabalha com corpos infantis. Leia mais…»

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