Evento “Educação e Design”

Quando: dia 15 de dezembro (quinta-feira)
Horário: 14h00 às 17h30
Onde: Rua General Carneiro, 460, Edifício Dom Pedro I (Reitoria UFPR), 8º andar, Anfiteatro 800

Sobre: Discussão sobre Educação em Design a partir das práticas dos alunos do mestrado em Design da UFPR junto à graduação.

Em um primeiro momento, os bolsistas falarão brevemente de suas experiências de monitoria e prática docência realizadas nas disciplinas da graduação em Design. Em seguida, haverá 4 mini-palestras:

Após um intervalo de 20 minutos, o público será convidado a participar de um debate sobre as informações trocadas até então.

O evento será aberto ao público e todos os participantes receberão certificados.

Papo na Estante: entrevista ao blog Livros de Design

Tive a oportunidade de participar de uma entrevista elaborada por Luiz Amorim e Bruno Tonel, para o blog Livros de Design. Trata-se de uma coluna chamada Papo na Estante, onde constam entrevistas muito bacanas: Bruno Porto, Daniel Campos (blog LogoBR), Carolina Vigna-Marú, Rogério Fratin (blog Designices) e Carol Hoffmann.

Aproveito para parabenizar os colegas do Livros de Design pela respeitável iniciativa e pelo valioso trabalho que tem sido realizado. Tomo a liberdade de reproduzir abaixo a entrevista concedida que, aliás, ficou bem extensa – culpa minha, não deles. =]

Livros de Design: Como e quando surgiu o seu interesse pelo design? Quais foram suas primeiras experiências na área?

Marcos Beccari: Não sei direito. Uma explicação possível é que eu sempre gostei de estudar e desenhar, tipo “no meu canto”, como uma necessidade de ter algum artifício entre eu e as pessoas para que eu possa ser sincero. Do mesmo modo, as pessoas sempre me pareceram mais sinceras com seus hábitos e manias (como o jeito de se vestir, por exemplo) do que com aquilo que elas dizem. Leia mais…»

Filosofia do Design, parte XXV – O Saber e a Opinião

* texto originalmente publicado no Design Simples.

Acredito que em todo curso universitário nós aprendemos que nossa opinião não vale nada: quando você tem uma ideia nova, pode ter certeza que alguém já pensou nisso antes. E talvez muito tempo atrás, e talvez muitas pessoas. Isso é bom para algumas coisas e ruim para outras. É bom para entendermos que, diferentemente do âmbito profissional, estudar não é competição. Você não está concorrendo com o seu professor – se você acha que está, ou o seu professor acha, todo mundo sai perdendo. A finalidade é construir conhecimento e, portanto, trata-se de uma escolha. Ninguém é obrigado a aprender; à priori, aprendemos porque escolhemos aprender.

A parte ruim é que isso acaba criando uma resistência ao ato de pensarmos por nós mesmos. Por exemplo: por que todo mundo aprende Semiótica no Design? É mais fácil assumir simplesmente que, se sempre foi assim, deve ter um bom motivo e seria perda de tempo procurar entendê-lo. Cuidado: uma coisa é não ter tempo para aprender (o que é até compreensível), outra coisa é não dar a mínima para isso. Ora, se você não dá a mínima, você não quer aprender e, neste caso, você não pode ter nenhuma opinião mesmo. Eu não posso dizer que acho Semiótica inútil se eu não sei o que é Semiótica. Leia mais…»

Introdução à Filosofia do Design – por Per Galle

Tradução livre do artigo Philosophy of Design: an editorial introduction (Design Studies, 23, 2002, p. 211–218) de Per Galle, por Marcos Beccari.

Resumo: O emergente campo de estudo e atualmente sob o nome de “filosofia do design” está apresentado. Com base na minha experiência de edição do presente número especial sobre a Filosofia do Design, dirijo-me a duas questões que eu levanto em nome do leitor: do que se trata a Filosofia do Design, e qual pode ser a sua utilização.

Palavras-chave: filosofia de design, pesquisa em design, a prática de design, design e educação, engineering design. Leia mais…»

Filosofia do Design, parte XVIII – o Designer Bem-Sucedido

* texto originalmente publicado no Design Simples.

Embora me faltem dados estatísticos concretos, tenho a intuição de que o número de psicólogos que se formam por ano é maior do que o número de engenheiros. Com a mesma intuição, porém, creio que a demanda brasileira por engenheiros é maior do que por psicólogos. Logo, a maioria dos psicólogos trabalha com RH, secretaria ou até almoxarifado. Parece familiar? Não responda ainda. Lembre-se apenas de quando você estava aprendendo a tabuada na escola e me diga se o seu estereótipo de bem-sucedido era, por acaso, o contador ou o contabilista.

Não, bem-sucedido pra uma criança (e pra qualquer um) é o pugilista que ganha 5 milhões numa noite, a modelo que recebe 15 milhões por desfile, o cantor que arrebata 500 milhões num disco. Situando-nos, agora sim, no Design, vemos a falta de interesse dos alunos pela produção acadêmica (muitos se formam sem ter um único artigo publicado) e a consequente dificuldade de argumentar sobre seus projetos. Talvez o ideal do designer bem-sucedido dos professores, necessariamente pós-graduados, não seja o mesmo ideal dos alunos. A questão “como posso aplicar isso no mercado?” revela a grande distância entre o que é ensinado e o que o mercado exige. Por outro lado, entre os alunos, muitos desconhecem o verdadeiro papel da academia diante do mercado de trabalho, embora tenham optado (ou foram forçados?) a ingressar em uma faculdade. Leia mais…»

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