A Reflexão Filosófica como Ferramenta do Designer
19/05/2011 1 Comentário
É comum entre a maioria dos estudantes e jovens profissionais uma visão nebulosa acerca do design. Não somente da do campo profissional, mas também do seu produto, daquilo que o designer faz. Até que ponto vai a atuação do designer? Qual de fato é sua área de atuação? Como definir o objeto de design?
Essas inquietações são comuns e recorrentes, tanto no mercado quanto na academia. Retrato disso é a constante investigação epistemológica do design. Todas as angústias conceituais acerca do exercício do design são transpostas diretamente para o profissional e para sua produção.
Embora não aja um consenso, é importante e necessário citar autores que dedicam-se à problematização do design, resultando em novas linhas de pensamento em torno do que vem a ser o design, o designer e o objeto de design.
A partir de uma investigação etimológica, Flusser em seu ensaio “Sobre a palavra design” aponta que a palavra design está relacionada diretamente a artificialidade por meio do engano. Ler mais deste artigo


Um dos maiores pesadelos dos estudantes de Design é a tal da metodologia científica, cobrada nos trabalhos de graduação e, dependendo da instituição, até em simples exercícios projetuais. Embora eu entenda que a academia tenha certas exigências e linguagens, confesso que os melhores trabalhos que eu fiz na faculdade foram aqueles que a metodologia científica não era solicitada, sendo assim mais livres com relação ao formato de entrega. Hoje eu compreendo o porquê da metodologia científica ser exigida, mas ainda acredito que o aprendizado de Design não tem nada a ganhar com essa exigência.

* texto publicado originalmente no 