Às vezes parecia que era só improvisar

Em geral eu aprendo rápido. A primeira coisa que aprendi em minha ínfima experiência docente é que não são apenas os alunos que não sabem ler, escrever e se expressar. É o mundo inteiro. Logo, o professor representa um ser inconveniente que insiste em dificultar a vida de todo mundo, um estorvo, um chato, um frustrado.

Por isso a educação facilmente se degenera em didatismo simplista ou em erudição eremita, justificando muitas vezes a fé reformista de professores paulofreirianos que se utilizam da sala de aula para converter alunos em militantes produtivos na tentativa de realizar utopias irrealizáveis (pela necessidade messiânica de nunca realizar-se). Leia mais…»

Do espanto contra a hipótese

[O texto abaixo estava engavetado há um bom tempo porque eu nunca consegui "digeri-lo". Espero que alguém consiga.]

Tenho uma teoria: a hipótese é sempre nula. A problemática que a antecede não é um problema, ela já está resolvida em si: houve um julgamento anterior, sem hipóteses ou experimentos, na medida em que chamamos isso de “problema”.

Disso decorre que quaisquer levantamentos, estatísticas ou citações não comprovam a existência de um problema – são desdobramentos meramente inferenciais da hipótese que supostamente fundamentam.

Nossa capacidade de raciocinar, nossa atitude cognoscente, coloca-nos numa posição privilegiada com relação aos objetos de estudo, sobretudo quando somos nós os objetos, fazendo-nos desprezar o que há por detrás de quem raciocina. Leia mais…»

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