Real, existente e ficcional

Você está em casa, com seus pais, vendo frivolidades na internet, e aí chega sua mãe, com uma foto em mãos. É um bebê. “Olhe, meu filho, como você era!” Você não lembra dessa foto, porque era muito novo; você sequer se reconhece. Então, é mesmo você? Qual a relação entre aquela imagem bidimensional do bebê e você, respirando nesse exato momento?

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Inócua interatividade

É verdade que design só existe por meio de interações humanas. O que é bem diferente de afirmar que interações humanas só existem por meio do design. Trata-se então do lado vazio da interatividade: reduzir as interações humanas a um “dever” como design (ou como relacionamentos, trabalho, postura política, religião etc.).

Quando vemos um programa de comédia na TV, temos o dever de achar engraçado? Antigamente, não apenas deveríamos rir, mas a própria reação de riso era incluída na trilha sonora de uma cena cômica. Era como se a TV tivesse rido por nós.

Papel semelhante, só que ao contrário, é desempenhado pelas chamadas carpideiras (mulheres contratadas para chorar nos funerais) – algo ou alguém experimenta por nós os sentimentos e atitudes mais íntimos e mais espontâneos, como chorar e rir. Em ambos os casos, o pressuposto não é que o riso e o choro resultam de uma interação, mas o contrário: a interação resulta do riso/choro. Leia mais…»

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