Pois bem, depois de mil anos sem escrever, venho novamente dar a cara a bater. Mais ainda porque vejo que o tema do funcionalismo, em geral, é completamente rechaçado por esses lados, a ponto de eu ter jogado em meu twitter que achava que ninguém de fato tinha compreendido a essência do funcionalismo, e o Beccari me incentivou a escrever sobre. Pois bem, tomei como um desafio, e aqui lanço algumas idéias que formei sobre o tema (esse texto em nada será acadêmico… Estou sabendo melhor diferenciar um ambiente de blog de uma monografia ou ensaio para qualquer coisa. A bem dizer, acho que essa nomenclatura deveria ser revista, porque se o ensaio é o lugar onde as idéias são testadas, nada melhor do que primeiro abrir o debate num ambiente público para, a seguir, “cientificizá-lo” num congresso ou revista ou qualquer lugar onde tem “doutores” dizendo que você é bacana).

Rádio da Braum do auge do funcionalismo clássico
Primeiro ponto que tenho que apresentar é: eu também não entendia muito bem o funcionalismo. Assumia como funcionalismo uma visão que apresentava como histórica, mas que, quando fui dar uma olhada melhor e refrescar a lembrança, não era bem o que eu esperava… O funcionalismo em sua vertente histórica (associando-o especialmente à escola de Ulm, no pós-segunda guerra) tinha algum ranço positivista (estou sendo camarada) que podemos muito bem identificar nos estudos de Max Bense e sua estética matemática, que ao final das contas tinha também a ver com suas idéias para o design (para referências rápidas, dar uma olhada nesse e nesse livro). Esse ranço positivista identifico precisamente na tentativa de tornar científico e matemático todo ponto que concerne ao design, ou seja, o termo racionalismo faz completo sentido quando visto por esse lado. Em especial quando Max Bill sai da escola, isso se torna ainda mais palpável. O funcionalismo, em seu entendimento histórico, caracteriza tal período, e, imagino, é nesse momento que começou todo problema que o segue. Ler mais deste artigo