Dilemas do Design IV: sinal x significado
11/04/2013 2 Comentários
* texto originalmente publicado na Revista Clichê.
Encerrei meu último post tentando explicitar que a relação binária do sinal x significado não nos esclarece como e por que um objeto ou uma imagem indica estritamente alguma coisa ou alguma ideia (ao invés de outra coisa ou outra ideia). Mas me parece que, em última instância, essa indicação nunca é totalmente estrita e, somente por isso, o design é possível.
Por exemplo: quando compramos um instrumento musical (um violão, uma flauta), conseguimos executar seus diversos mecanismos porque o designer que projetou tal instrumento baseou-se em funções que suspostamente já conhecemos (se fôssemos músicos), em ideias que já possuímos, em uma linguagem comum e em valores preestabelecidos.
Porém, na medida em que utilizamos este novo instrumento, nossa relação com ele pode adquirir um significado diferente daquele com o qual estávamos habituados a ter com outros instrumentos, sendo que desta nova relação podem surgir novas formas de composição musical. Leia mais…»

Em A interpretação dos sonhos — normalmente considerada não apenas a primeira obra propriamente psicanalítica como também a magnum opus freudiana –, Freud aborda diversas das questões acima, focando nas últimas. A resposta de Freud é que sim, os sonhos possuem significados, embora tais significados não sejam aqueles que interpretações mágicas dizem revelar. Não se trata de uma espécie de premonição cifrada como no famoso sonho bíblico do Faraó interpretado por José, no qual sete vacas magras devoram sete vacas gordas
Ilustração não é apenas desenho, mas antes o nome que se dá a um movimento intelectual do século XVIII que culmina no Iluminismo (Locke, Voltaire, Rousseau etc.).





