Livro-Objeto-que-Deseja [2]

Enquanto o “livro-objeto-que-deseja” estava em processo de construção física, eu tentei finalmente responder a questão: “O que se pretende com um livro cujos textos são escritos para serem combinados com quaisquer continuações, ou até mesmo permanecerem sem fim (ou sem meio, ou sem começo) para que possam ser despreocupados e independentes, podendo ter sua formação se relacionando com infinitas proposições (ou até mesmo permanecerem incógnitos dentro de si mesmos)?”

Ou: “Por que desejar o nonsense é o problema desse projeto?”

mandíbula sonâmbula perambula sobre a escrivaninha sob a luminária

Ao explicar o resultado do projeto, o “mandíbula sonâmbula perambula”, ressaltei que o processo de tentativa dessa resposta deveria ser considerado a própria resposta, pois se sabe que sua existência como produto de design está atrelada a inquietos assuntos de uma teia de proposições, dos quais se nota, além dos conceitos de formação do produto (nonsense, livro-objeto e desejo), o conceito de rizoma:

Num livro, como em qualquer coisa, há linhas de articulação ou segmentaridade, estratos, territorialidades, mas também linhas de fuga, movimentos de desterritorialização e desestratificação. As velocidades comparadas de escoamento, conforme estas linhas, acarretam fenômenos de retardamento relativo, de viscosidade ou ao contrário, de precipitação e de ruptura. (DELEUZE, GUATTARI, 2000, p. 11-12) Leia mais…»

Livro-Objeto-que-Deseja [1]

No último post sobre Design e Nonsense, comentei rapidamente sobre o meu TCC, no entanto, acho válido explorar também um pouco do processo do trabalho, considerando que ele pode servir como exemplo concreto desenvolvido numa metodologia sem muita hierarquia (como é de praxe na maioria dos projetos da faculdade: “uma etapa de cada vez”).

Na medida em que o TCC foi sendo desdobrado, percorrendo aproximadamente cinco meses, fui somando assuntos como estudos pertinentes e, a cada vez, o trabalho se encontrava em um estado diferente, isto é, ele foi escrito em uma trajetória de múltiplos devires, pois “a escrita é inseparável do devir: ao escrever estamos num devir-mulher, num devir animal ou vegetal, num devir-molécula, até num devir-imperceptível” (DELEUZE, GUATTARI, 2000, p. 11). Leia mais…»

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