12/03/2011
por Mayara Viana
autores: Andrei Chaise e Mayara Viana

Loki com sua invenção, a rede de pesca; figura de um manuscrito islandêsdo século XVIII
Ao partirmos da perspectiva de que, atualmente os designers, possam ser os responsáveis por projetar todos os objetos utilizados por um cidadão comum em seu cotidiano e que assim, perante as necessidades socioeconômicas, tende a de fato, buscar influenciar o comportamento destes indivíduos e sua relação com o mundo, podemos então, considerar os designers como tecnodeuses ou demônios, se observarmos que através destas sutis programações simbólicas de natureza somáticas, estes profissionais ambicionam acionar uma reação afetiva especifica no âmago de seu público-alvo, para que se projete assim, um objeto onde exista uma porcentagem mínima de rejeição.
Este processo, acima descrito de maneira um tanto perversa, pode ser considerado em termos junguianos, como um “gancho” para a geração de projeções sobre o produto, uma idealização (e isso é subjetiva do indivíduo emissor da projeção) sobre outro objeto. Como coloca Flusser (2007) “os novos meios, da maneira como funcionam hoje, transformam as imagens em verdadeiros modelos de comportamento e fazem dos homens meros objetos”. O que influência dentro de um trabalho como esse, é a identificação caricatural das personalidades, e também sua forma de minimizar críticas por parte dos usuários. Na psicologia junguiana, a projeção é um fenômeno psicológico verificável, que ocorre em todos os homens em seu cotidiano e que leva a erros de julgamento caso não seja corrigida a tempo, Von Franz (1997) descreve a dinâmica da projeção através da tríade: emissor, projétil e receptor, considerando que o fenômeno da projeção ocorre estritamente onde exista alguma perturbação, dúvida, insegurança ou fanatismo do sujeito perante algum objeto externo especifico, o que sem muito esforço pode ser relacionado com os males na era do consumismo desenfreado. Leia mais…»