Um corpo sem órgãos infectado de imagens
24/10/2012 1 Comentário
O pensamento de um indivíduo não se reduz às limitações de sua língua, contexto, história de vida, genética etc. Pode ser condicionado, mas não “determinado” (e toda essa conversa fiada behaviorista, cognitivista, estruturalista).
Claro que nossas ideias não possuem, todavia, características inerentes em si mesmas; existem apenas no confronto com outras ideias, como um ready-made: a ideia de um mictório como obra de arte (Duchamp) só existe quando ela se confronta com o lugar da obra de arte, mas não se distingue diretamente do mictório de um banheiro público qualquer. Quero dizer que minha ideia, meu pensamento e até meu “eu” não passam de correlatos de meu próprio olhar sobre outras ideias, pensamentos e “eus”. Leia mais…»
Compreender o design como um tipo singular de linguagem é uma das poucas relações relevantes, senão a única, que vejo entre semiótica e design. Primeiro, há uma série de “códigos gramaticais” (composição, cores, linha, volume etc.) que precisamos dominar de forma quase automática na criação e desenvolvimento de projetos. Depois há uma espécie de acordo consensual que nos permite compreender uns aos outros através de imagens e objetos.
Diante de um computador, não é raro termos a impressão de que ele está “pensando”, embora saibamos que tudo não passa de um mecanismo pré-programado para processar milhões de impulsos e dados.






