Post-pra-paradoxo
09/04/2011 Deixe o seu comentário
O paradoxo é, em primeiro lugar, o que destrói o bom senso como sentido único; mas, em seguida, o que destrói o senso comum como designação de identidades fixas.
(DELEUZE, 2007, p. 3)
Os paradoxos do sentido, expostos por Deleuze (2007), têm por característica percorrer dois sentidos ao mesmo tempo e podem ser definidos como: paradoxo da regressão ou da proliferação indefinida, paradoxo do desdobramento estéril ou da reiteração seca, paradoxo da neutralidade ou do terceiro estado da essência e paradoxo do absurdo ou dos objetos impossíveis.
Paradoxo da regressão ou da proliferação indefinida: O sentido, na medida em que se combina com o nonsense, relaciona-se com uma proliferação infinita das entidades verbais – para cada sentido, existe outro, o que desencadeia uma regressão indefinida: o excesso que remete à própria falta. Segundo Deleuze, ao mesmo tempo em que não se diz o sentido do que é dito (lembrando que significado, designação e sentido se diferem), paradoxalmente podemos assumir o sentido do que foi dito como objeto de uma segunda proposição, da qual também não se diz o sentido. Então se entra nessa regressão infinita do pressuposto, o que é testemunha de uma impotência em dizer ao mesmo tempo alguma coisa e seu sentido, embora fosse ótimo ($$) para os designers se isso fosse efetivamente praticável. Leia mais…»






