O que filosofia tem a ver com design?

* texto originalmente publicado na Revista Clichê.

A princípio, nada. É assunto chato de filósofos e suas teorias inúteis. Além do que mais, nunca acreditei numa “sabedoria” que supostamente nos ajude a “melhorar” quem somos e o que fazemos. Mas o que eu tenho percebido é que, quanto mais estudo filosofia, toda e qualquer sabedoria se torna menos importante do que a capacidade de entendê-las de uma forma que eu não conseguia antes.

Assim como a maioria das pessoas, sempre fui afetado por inconvenientes como injustiças, normas, fofocas, desentendimentos etc. Acontece que, a princípio, nenhuma dessas coisas existe. Leia mais…»

Do espanto contra a hipótese

[O texto abaixo estava engavetado há um bom tempo porque eu nunca consegui "digeri-lo". Espero que alguém consiga.]

Tenho uma teoria: a hipótese é sempre nula. A problemática que a antecede não é um problema, ela já está resolvida em si: houve um julgamento anterior, sem hipóteses ou experimentos, na medida em que chamamos isso de “problema”.

Disso decorre que quaisquer levantamentos, estatísticas ou citações não comprovam a existência de um problema – são desdobramentos meramente inferenciais da hipótese que supostamente fundamentam.

Nossa capacidade de raciocinar, nossa atitude cognoscente, coloca-nos numa posição privilegiada com relação aos objetos de estudo, sobretudo quando somos nós os objetos, fazendo-nos desprezar o que há por detrás de quem raciocina. Leia mais…»

Sobre a filosofia, a técnica e a cibernética.

A meditação de Heidegger sobre a filosofia explicitou que ela sempre se moveu por princípios, os quais procuraram fornecer o ponto inicial de toda a investigação para se alcançar uma totalidade. Totalidade que pode ser entendida como o Mundo, o homem, Deus. Contudo, o pensamento voltado para o seu ser, ou seja, para aquilo que o fundamentava, reconhecia que algo lhe faltava e  as coisas sensíveis começavam  a ser tomadas em seu além. Assim, a filosofia começou a pensar no além do sensível, para este campo mais tarde cunhou-se o nome de Metafísica. Esta, em grosso modo, procura refletir sobre a totalidade dos entes e, conseguinte, avaliar qual o princípio que rege todos eles. Isto significa que aquilo de onde o ente como tal é, ele vem a ser tratado enquanto ente cognoscível, manipulável ou transformável. De tal forma, o fundamento se desdobrou em diversas interpretações por possuir o caráter de causalidade do real, ora considerado como possibilitação transcendental da objetividade dos objetos (Kant), ora como mediação dialética do movimento do espírito absoluto (Hegel), do processo histórico de produção (Marx), ou ainda, como vontade de poder que põe valores (Nietzsche). Ler mais deste artigo

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