“Uma breve sociologia do Imposto”, por Juremir Machado da Silva

Após o texto “Debord e o Hiper-espetáculo”, tomo a liberdade de abrir outra exceção quanto à exclusividade de conteúdo que oferecem os colunistas deste blog e, mais uma vez, reproduzirei outro excelente artigo do professor Juremir Machado da Silva¹. Leia mais…»

Por que não a Anarquia?

[nota: este ensaio não tem nada a ver com Design. Ao menos, não diretamente. Trata-se de minha postura política pessoal, cujo conteúdo é de minha total responsabilidade. Se isso te incomoda, não prossiga a leitura. Finja que você não viu este post.]

Quando se fala em anarquismo, muitos pensam em um jovem rebelde que odeia o capitalismo e adora enfrentar a autoridade com pedras e bombas. Logo, é comum rechaçar o anarquismo como algo utópico e sem fundamento, como uma nostalgia adolescente impraticável na vida adulta. Particularmente, não me considero anarquista (procuro ser apolítico sempre que possível), mas sou simpatizante da filosofia anarquista. Tentarei, pois, esclarecer o meu ponto de vista e mostrar que desprezar a Anarquia, sem saber o que isso significa, é pura ignorância. Leia mais…»

O cigarro sustentável

O ministério da cultura adverte: este texto tem alto teor de sarcasmo e algumas poucas verdades. Serão relatadas opiniões contrárias e politicamente incorretas. Cabe a você leitor assumir uma posição. A leitura pode causar impotência moral. Se persistirem sintomas de ódio,  a culpa é toda sua.

Certo dia, deparei-me com a seguinte situação: distribuiram bituqueiras (objetos para guardar bitucas de cigarro) num show para todos os que estavam presentes. Quando o show acabou, me questionei qual era a utilidade daquilo, já que usei por algum momento mas depois esqueci totalmente que aquilo existia. E não foi somente comigo: várias outras pessoas nem usaram a bituqueira. Então comecei a refletir sobre quem reclama do cigarro, os anti-tabagistas e sobre o cigarro em si. E você, leitor, deve se perguntar, o que o cigarro tem a ver com design? O que vem a seguir talvez responda a pergunta.

Trocas animadas entre o oeste mercadista e o leste socialista

O fim da URSS, no final dos anos 80, trouxe para muitos a confirmação da vitória de um modo de produção e a de que haveria a aceitação tácita dos valores econômicos e culturais liberais do ocidente. Apesar da suposta naturalidade com que isso ocorreria, os mercadistas ocidentais puseram ao seu lado as ferramentas de dominação cultural, para expandir seus mercados e flexibilizar a força de trabalho. O presente artigo trata desse período de transição das economias socialistas para a economia de mercado à maneira ocidental e o papel que a indústria cultura, especialmente a do audiovisual teve nesse contexto, além das inesperadas trocas de produção cultural que vieram a se realizar.

Introdução

Após a 2ª guerra mundial (ou ocidental) ocorreu a cisão do mundo em dois blocos, o capitalista e o comunista. Cada parte, fosse os EUA ou a URSS tomaram para si o espólio da guerra, e avançaram sobre vários países que serviram como elementos de uma relativa simbiose, de relações comerciais e ideológicas. Um caso a ser reportado foi o da Alemanha, bastante conhecido devido aos recentes acontecimentos de 1989, quando o muro de Berlim, que separava a Alemanha ocidental, capitalista, da oriental, comunista, veio abaixo e teve associada a si a idéia de que a história havia terminado com a vitória, inclusive estética e televisiva, do capitalismo. Leia mais…»

Eleições – Algumas Considerações

* texto originalmente publicado no Design Simples.

Não sou militante. E prefiro manter essa liberdade própria do ser humano que é, por natureza, mutável. Portanto, realmente não tenho nada de relevante a acrescentar, mas quero compartilhar algumas impressões pessoais e creio que o Design Simples seja um espaço bom para isso. Primeiramente, é fácil dizer que um milhão de idiotas votaram no Tiririca, o difícil é lembrar que aqueles mendigos a quem negamos esmolas também têm direito a voto. Mais do que isso, eles são obrigados a votar e, talvez, as dificuldades deles sejam mais urgentes que as nossas. Pra mim, política sempre será uma questão de interesses individuais. Na melhor das hipóteses, os interesses da maioria de um povo.

Recuso-me, pois, a participar de uma guerra que não deveria existir. Achei difícil assumir um lado frente a campanhas que estavam mais preocupadas, com muita raiva e rancor, em desmentir o adversário do que mostrar competência. Sim, a democracia obrigatória brasileira é hostil, baixa e alienante. Contudo, a parte boa é colocar em cheque o politeísmo de valores que as pessoas geralmente se abstêm de enxergar: você sonha em fazer um intercâmbio em alguma universidade na Europa enquanto muita gente analfabeta apenas quer ajudar a família no fim do mês. Daí você fica puto por pagar tanto imposto que servirá de esmola a essa gente ou de salário aos vagabundos dos funcionários públicos. Você é “do bem” e essas pessoas são “do mau”. Leia mais…»

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