Real, existente e ficcional

Você está em casa, com seus pais, vendo frivolidades na internet, e aí chega sua mãe, com uma foto em mãos. É um bebê. “Olhe, meu filho, como você era!” Você não lembra dessa foto, porque era muito novo; você sequer se reconhece. Então, é mesmo você? Qual a relação entre aquela imagem bidimensional do bebê e você, respirando nesse exato momento?

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Design, biogenética e a virtualização do real

* texto gerado a partir de mini-palestra ministrada na Edição Zero do R Design Curitiba 2012. Slides disponíveis <aqui>.

Devo esclarecer que sou completamente leigo em biogenética, física quântica e demais assuntos que serão tratados a seguir. Acontece que o tema “ficção x real”, sobre o qual tenho me debruçado ultimamente, parece ser mais fácil de explicar através de exemplos ao invés de conceitos filosóficos – talvez porque eu ainda não tenha domínio suficiente. Então me arrisco a preparar uma “salada sci-fi” no intuito de apenas ilustrar o que eu penso sobre a virtualização do real.

A física quântica parte basicamente da ideia de que, se não há nenhum observador, toda a realidade é vazia em si mesma. Não significa que a realidade não existe (ou que ela é fruto da imaginação de alguém), significa que a realidade é sempre distorcida. Nossa percepção de algo faz parte do algo percebido, de tal modo que, se retirarmos nossa perspectiva de observação, perderemos a coisa observada em si. Leia mais…»

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