A morte do design – parte II

No meu último post, eu anunciei a morte do design, mas não sei se a relação do que falei com esse velório ficou clara. E, de fato, não deveria ter ficado, porque aquilo foi só a sucessão caótica de eventos que nos trouxe até aqui, à trágica morte do design.

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A verdade da imagem

O desenho de um animal, de um órgão ou de uma célula em um livro de biologia costuma ser lido como uma esquematização confiável de uma realidade independente. Supõe-se, além disso, que ela está ali para esclarecer, ensinar e não para sensibilizar (diferentemente, por exemplo, de um quadro de Jackson Pollock ou de Max Ernst). Seu valor de verdade raramente é questionado. Será isso razoável?

Talvez refletindo sobre essa questão, o artista plástico Walmor Corrêa produziu há alguns anos uma série de desenhos intitulada Unheimliche (conceito freudiano, normalmente traduzido como “estranho” ou “sinistro”) na qual, seguindo o estilo das ilustrações de atlas de anatomia, ele representa seres folclóricos – Curupira, Capelobo (figura acima) etc. Leia mais…»

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