quando se fixa um centro, não se avista a circunferência.

Será preciso, primeiro, partir-lhes as orelhas, para que aprendam a ouvir com os olhos? – Friedrich Nietzsche, Assim falou Zaratustra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 40.

Tem sido impossível arranjar tempo pra escrever porque estou me mudando para SP, mas antes que 2012 termine, quero registrar que eu AINDA acho que a confusão e o ruído (ao invés de clareza) podem ser bastante úteis no design.

A pergunta que marcou meu ano foi “por que não é preciso ter olhos para enxergar as coisas?”, quando eu explicava para alguém (não lembro quem) minha pesquisa de mestrado. A resposta foi algo como: veja, não é apenas uma questão de percepção, porque nem sempre existe um “eu” que enxerga as coisas. Leia mais…»

Um corpo sem órgãos infectado de imagens

O pensamento de um indivíduo não se reduz às limitações de sua língua, contexto, história de vida, genética etc. Pode ser condicionado, mas não “determinado” (e toda essa conversa fiada behaviorista, cognitivista, estruturalista).

Claro que nossas ideias não possuem, todavia, características inerentes em si mesmas; existem apenas no confronto com outras ideias, como um ready-made: a ideia de um mictório como obra de arte (Duchamp) só existe quando ela se confronta com o lugar da obra de arte, mas não se distingue diretamente do mictório de um banheiro público qualquer. Quero dizer que minha ideia, meu pensamento e até meu “eu” não passam de correlatos de meu próprio olhar sobre outras ideias, pensamentos e “eus”. Leia mais…»

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