Filosofia do Design, parte LXII – Esconder e Revelar

* texto originalmente publicado no Design Simples.

A concepção e o desenvolvimento de um projeto de design (gráfico, produto, moda, editorial, etc.) parecem girar em torno de duas atitudes fundamentais: revelar e esconder.

Por conseguinte, alguns projetos são mais “transparentes” – revelam suas estruturas, suas formas e sua mensagem – e outros projetos são mais “secretos”, de modo a esconder muitos aspectos que os constituem.

No entanto, esta dualidade nunca é muito clara – e aparentemente favorece o escondimento. Sabemos como um carro funciona, por exemplo, mas nunca sabemos exatamente como ele funciona, quais são os processos envolvidos, etc. Do mesmo modo, entendemos o conteúdo de um livro ou de um cartaz, mas não sabemos exatamente como aquilo foi elaborado. Leia mais…»

Consumo e Design: seduções simbólicas

* texto publicado originalmente no Formas do Consumo e ampliado para o Filosofia do Design.

Desde criança, existia algo (que eu não sabia o quê) que me fascinava em cartazes, livros, histórias em quadrinhos, filmes, etc. Algo sutil e efêmero mas que, de certo modo, parece ter vida própria. Então decidi estudar Design Gráfico para aprender a fazer aquilo que sempre me chamou atenção.

Olhando agora, no entanto, percebo que eu fico mais entusiasmado em entender como aquele algo funciona do que propriamente em fazer aquilo funcionar. Leia mais…»

Filosofia do Design, parte LII – Feminino Design

* texto originalmente publicado no Design Simples.

Quando eu estava na faculdade, o pessoal de engenharia achava que todos os designers, sem exceção, eram gays. Mesmo em tempos de emancipação sexual, parece que o Design é de fato um lugar privilegiado para homossexuais. Entendendo sexualidade como parte de nossa identidade subjetiva, não acredito em homossexualidade. O que existe, desde os primórdios da humanidade, são relações homo-afetivas que, exceto em questões políticas, são iguais às relações hetero-afetivas. De todo modo, o Design não me parece algo “homossexual”. Antes disso, parece-me algo feminino.

Para Baudrillard (1991), o feminino contradiz a oposição masculino/feminino na medida em que é indispensável para ambos. Enquanto o mundo masculino tem o poder, relacionado historicamente ao conceito de produção, o mundo feminino tem a potência da sedução, que é necessária ao poder. Logo, todo tipo de produção está subordinado à sedução feminina, o que contraria o discurso feminista tradicional já que, neste sentido, a mulher possui uma posição privilegiada na cultura ocidental. Leia mais…»

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