Sobre a filosofia, a técnica e a cibernética.

A meditação de Heidegger sobre a filosofia explicitou que ela sempre se moveu por princípios, os quais procuraram fornecer o ponto inicial de toda a investigação para se alcançar uma totalidade. Totalidade que pode ser entendida como o Mundo, o homem, Deus. Contudo, o pensamento voltado para o seu ser, ou seja, para aquilo que o fundamentava, reconhecia que algo lhe faltava e  as coisas sensíveis começavam  a ser tomadas em seu além. Assim, a filosofia começou a pensar no além do sensível, para este campo mais tarde cunhou-se o nome de Metafísica. Esta, em grosso modo, procura refletir sobre a totalidade dos entes e, conseguinte, avaliar qual o princípio que rege todos eles. Isto significa que aquilo de onde o ente como tal é, ele vem a ser tratado enquanto ente cognoscível, manipulável ou transformável. De tal forma, o fundamento se desdobrou em diversas interpretações por possuir o caráter de causalidade do real, ora considerado como possibilitação transcendental da objetividade dos objetos (Kant), ora como mediação dialética do movimento do espírito absoluto (Hegel), do processo histórico de produção (Marx), ou ainda, como vontade de poder que põe valores (Nietzsche). Ler mais deste artigo

O além da técnica: imagem e morte do século XIX aos dias atuais

Show de fantasmagoria: espetáculo bastante em voga no século XIX (embora tenha começado já no final do século XVIII), na Europa. Quem viu o filme O ilusionista já sabe mais ou menos do que se trata – shows com fumaças, jogo de luzes, espelhos e, principalmente, imagens projetadas que pareciam fantasmas (ou fantasmas que pareciam imagens projetadas, nunca se sabe). Reproduzo a descrição que oferece Guilherme Sarmiento (2002):

Um espetáculo de Fantasmagorias utilizava-se de vários Fantascópios, cujas projeções, ora atrás de telas, ora na superfície vaporosa de gazes comburentes, cresciam e diminuíam conforme a proximidade do projetor, recheado de fantasmas e criaturas malignas. Tudo movimentava-se, avolumando-se, sumindo-se no ambiente sombrio da sala. Os seis assistentes contratados, além de cuidarem da coreografia das várias projeções, eram incumbidos de sonorizar o espetáculo- esvaziar baldes, para produzir som de chuva; sacudir sinos, para a chegada da Meia-Noite, dando maior dramaticidade à atmosfera fantasmagórica. Leia mais…»

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